
Incrível e temível esse tal mundo fisiológico modelado por hormônios. Tanto já me dediquei ao estudo dessa tal Biologia, e as reações que acomentem nosso corpo ainda me deixam deveras intrigada.
Interessante como de um momento para outro esses misteriosos agentes podem nos oferecer uma adorável sensação de alegria, assim como uma dolorosa solidão que não se explica.
Acredito que estou num desses momentos em que ficamos à mercê dessas descargas hormonais e que nada mais é capaz de explicar as alterações de humor que insistem em brincar conosco.
Realmente não consigo compreender esse vazio enorme que se instala no peito, que causa dor e me faz faltar o ar. Algo que me inspira uma solidão que sempre vem acompanhada daquelas lágrimas aproveitadoras, que insistem em cair nas horas mais impróprias.
É um tal de estar só e frio, mesmo estando rodeada de pessoas... é como vestir a capa da invisibilidade de Harry Potter e deixar o rosto ficar molhado, sem pudores ou ter de dar respostas do porquê dessa situação (o que na maioria das vezes não é assim tão simples).
Daí acontecem aqueles momentos nos quais tudo que se quer é um abraço amigo, uma presença confortadora... mas nem sempre querer é poder, já diziam os mais simples e sábios. Não é justo contaminar a felicidade de outrem com minhas tristezas não explicadas, com minhas dores infundadas...
Eis um ponto por demais delicado em todas as relações (sejam elas afetivas ou não), quando pedir socorro? Será mesmo preciso gritar que se sente desamparado? Sempre acreditei que quando as pessoas se conhecem suficientemente bem, elas seriam capazes de ver nos olhos umas das outras e perceber o que a alma estaria gritando... não é bem assim.
Aprendi a duras penas a não mendigar amor ou atenção, se consegui conquistá-los, ótimo; se não fui capaz de tal vitória, o que se pode fazer? No máximo derramar algumas lágrimas e tocar a vida pra frente!
Como diria Pe. Roberto Lettieri, precisamos reconhecer qual amor vale realmente a pena, e jamais colocar-nos em posição de mendigos de carinho. Dá-lhe Pe. Roberto, um grande exemplo a se seguir!
Ademais, continuo tentando me erguer a cada queda, secar as lágrimas sacanas que me perturbam (rs) e concluir a review da Bia que está me enlouquecendo (rs... ainda me pergunto o que estava se passando pela minha cabeça quando resolvi escrever sobre Príons!).
Humm... Austrália? Mais burocracia... agora o empecilho é o Health Insurance... enquanto isso o Dad (Oc) se diverte em Brisbane com 15 HPLCs, 3MS e 3RMNs... sonho nosso, rs!
Bjs!!!!